...No princípio era o Verbo...
sábado, 31 de março de 2012
alfabetizando
quinta-feira, 15 de março de 2012
O Cerno Mundo
Meu G-i-tinho único de ser mtos, meu jeitinho rraro descabelado com tantos traços. Meu jeito de ser algo móvel, pra cima e pra baixo. um ser ou dois seres, não sei quantas veses faço. num firme compasso – o cum passo logo atrás, o atrasado. Pra frente pra sempre o tempo lateja, nu presente. Sinto um aperto: a sola é muito perto do resto do sapato. Sou meio sou cheio sou régua e compasso. Um terço de seres célebres, uma taça pros poetas mal empregados (dividirem). O cenário, um celeiro. Um terceiro quinto mundo lutando pra escapar inteiro; um mundo de igualdades mal medidas, e de muitas sedes verdes, coloridas, todas inventadas. A solução mais pedida, pra um esposo aborrecido, à meia-noite serviços gratuitos (incluídos) que servem sexo igual rodízio. Enquanto com vida o home convida a tristeza à Cia, eles falam da vida com peso de morte, e da morte com mais peso ainda. Ai essa humanidade quase sempre convencida!, prefere confiar na sorte que tecê-la dia-por-dia.
Eu, um sujeito sem bolsos e sem porte legal de soluções na carteira. Eu, a experiência que caminha sem pressa as velocidades da vida na esteira.
sábado, 22 de outubro de 2011
Texto sem nome do dia 17 de Abril de 2011
Textos sem nome do dia 4 de Março de 2011
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Jardim de Infância Éden
vernissage
domingo, 18 de setembro de 2011
...
Tão vazia. Tão pálida. Tão sem vida.
Tão distante. Tão partida (ao ½)
Tão espalhada (por aí). Tão desmedida. Tão sem noção.
Tão cada um dos 6 mil pedaços seus esquecidos pelo chão.
Tão desmotivada. Tão deixada (de lado e de 4)
Tão crítica. Tão perversa. Luiza, cobrindo os rastros de sua insatisfação. Pra lá e pra cá puxando em um carrinho uma pilha de razões e adjetivos que nem ela sabia mais que ali estavam. Luiza com setas de fluxograma, marcação de mudança. Luiza trazendo e/ou destruindo móveis. Luiza e um piano antigo que ninguém sabe como toca. E um monte de objetos sem sentido povoando o ambiente. Luiza e índios conversando. Luiza também sem sentido algum. Sem sentido de direção algum.
Luiza e um território mental cheio de troços e florestas temperadas, e coordenadas geográficas abstratas,
se orgulha tanto do seu caos – não consegue encará-lo
reclama tanto da indisciplina – não consegue não viver esse pânico de artista, de ser vivente, auto-consciente e auto-projetista
- não consegue apagar essa brasa queima viva no peito, perene também sob seus pés.
Quanto mais assopra mais arde mais ela cora, a brasa, mais esgarça o tecido da sola, dos seus pés.
Queria ela ter nascido com uma casca mais dura. Um interior menos mula. Queria acordar descobrir-se outra, trocada por alguém de vida boa. Luiza. Não sabe onde bota todas as coisas que tira de dentro de si. Luiza que quer tirar os órgãos inclusive, quer se retirar inteira de dentro, quer tirar a cavidade torácica, onde ela respira mas onde também acontece a falta de ar. Deseja matar o desejo. Luiza estranha-se a cada olhar. Não admite que é, sim, outra, estranhando-se, mas continua procurando uma máscara pra se identificar. Uma máscara que sirva bem no seu desconforto, que o deixe dormir (um pouco). Está cansada de mostrar como está cansada, e todos terem que lidar com isso.
Luiza é um desenho que se apaga ao final do traço,
É um frio chato que dá por debaixo do casaco
- o frio que não perdoa nem o rosto – que está aberto, escancarado e exposto ao vento frio, ao seu descaso – Luiza.
Uma tentativa de não ser clichê e uma mania de querer ser sempre óbvia.
Um paradoxo que não se resolve nem mesmo desce bem pra prosa.
Luiza termina não rimando.
FIM